A Dra. Alessandra Bedin conduziu uma aula em duas partes. A primeira foi inteiramente clínica: quatro casos arquetípicos de mulheres que aparecem todo dia no consultório, discutidos em formato participativo seguindo o racional ABCDEFS — alimentação, bioquímica, composição corporal, drogas/suplementos, exercício, foco da consulta e sono. Em cada caso, ela demonstrou como explicar bioimpedância, insulinemia e perfil hormonal numa linguagem que a paciente entende, e por que o desafio quase nunca é o diagnóstico — é convencer a mulher a mudar de vida e fidelizá-la a longo prazo.
A segunda parte virou um panorama do trabalho científico da Nutrology Academy junto com a Nutrology Science Hub e o Einstein. Ela apresentou os 18 trabalhos aceitos no European Congress on Obesity de Istambul, comentou o livro de Nutrologia Feminina, os dois novos livros (questões para prova de título e palavras cruzadas) e fez um convite formal para os fellows submeterem trabalhos para o congresso de Menopausa do Rio no final de setembro e começo de outubro.
O tom oscilou entre o clínico didático e o crítico contundente, especialmente no quarto caso — uma paciente de 42 anos com implante de gestrinona, oxandrolona, soroterapia semanal e estatina pra consertar o estrago — usado como gancho para discutir o preço biológico dos protocolos hormonais que estão na moda.
